Curitiba | Paraná
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Beneficiário de si mesmo

Um jovem advogado que trabalhava numa grande empresa pública paranaense tinha entre suas atribuições lidar com o seguro de vida dos empregados. Conta ele que certa feita um novato, questionado sobre quem seria o beneficiário de seu seguro, pediu para colocar a esposa e a amante. O advogado gastou alguma energia para convencê-lo de que isso não seria possível.

         Um outro empregado da empresa, generoso que era, quis beneficiar várias pessoas. 40% para uma, 30% para outra, 20% para cada um dos três filhos, fora a esposa, a mãe… a conta dava uns 160%. E lá foi o advogado mais uma vez investir tempo e saliva para ensinar matemática e mostrar que 100% era o total, o máximo possível. Mas o campeão foi um outro – confiante em poderes ainda desconhecidos da reencarnação – que queria, com seu seguro de vida, beneficiar a si próprio.